Epilepsia

O que é Epilepsia

A epilepsia é uma doença do cérebro caracterizada pela predisposição a crises epilépticas recorrentes. De acordo com critérios internacionais, o diagnóstico pode ser feito quando ocorre uma das condições abaixo:

1

Pelo menos duas crises não provocadas (ou reflexas), ocorrendo com intervalo maior que 24 horas entre elas;

2

Uma crise não provocada (ou reflexa) associada a uma probabilidade de recorrência de pelo menos 60% nos próximos 10 anos, equivalente ao risco após duas crises não provocadas;

3

Diagnóstico de uma síndrome epiléptica.

A epilepsia pode ser considerada curada quando o paciente permanece sem crises por pelo menos 10 anos, sendo os últimos 5 anos sem uso de fármacos anticrise (FAC).

Epidemiologia

Prevalência: aproximadamente 11,1 casos a cada 1.000 indivíduos;
Incidência na infância: cerca de 70,1 casos por 100.000 crianças menores de 2 anos.

Classificação das Epilepsias

Epilepsias Focais

São aquelas que se originam em uma rede neuronal limitada a um hemisfério cerebral. Podem:

O EEG interictal pode mostrar descargas focais, porém o diagnóstico é baseado principalmente no padrão clínico, com suporte eletrográfico.

Epilepsias Generalizadas

Epilepsias de Classificação Desconhecida

Algumas epilepsias não podem ser classificadas de forma precisa devido à insuficiência de informações, como:

Diagnóstico da Epilepsia: Níveis de Classificação

O diagnóstico da epilepsia pode ser realizado em três níveis, de acordo com a quantidade de informações disponíveis.

1. Tipo de Crise

2. Tipo de Epilepsia

3. Síndrome Epiléptica

Encefalopatias Epilépticas e do Desenvolvimento

Aproximadamente 29% dos pacientes com epilepsia apresentam encefalopatia epiléptica (EE);

Encefalopatia epiléptica: condição em que a própria atividade epiléptica contribui para o comprometimento do desenvolvimento intelectual;

Encefalopatia do desenvolvimento (ED): condição em que o comprometimento cognitivo precede o início das crises epilépticas.

Muitas dessas condições apresentam etiologia genética, embora também possam ser adquiridas, como nos casos de:

É frequente a associação com:

Epilepsia e Genética

Nas últimas décadas, houve grande avanço no diagnóstico genético da epilepsia, com o uso de:

Exames Laboratoriais

Esses avanços permitiram compreender:

Tratamento da Epilepsia

Objetivos do Tratamento

Fármacos Anticrise (FAC)

Quando Iniciar o Tratamento

Quando Suspender o Tratamento

Medicina de Precisão em Epilepsias Genéticas

A medicina de precisão permite uma abordagem terapêutica mais racional e individualizada, baseada na identificação de variantes genéticas patogênicas, possibilitando:

  • Seleção mais adequada do fármaco anticrise;
  • Melhora da eficácia terapêutica;
  • Tratamentos direcionados;
  • Redução de efeitos adversos.

Tratamentos para Epilepsias Farmacorresistentes

Canabidiol (CBD)

Dieta Cetogênica

Estimulação do Nervo Vago

Acompanhamento Especializado

O acompanhamento com neurologista é essencial para o correto diagnóstico, classificação, escolha do tratamento e seguimento do paciente com epilepsia, respeitando as particularidades de cada caso e priorizando segurança e qualidade de vida.

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